Dezembro

Era o primeiro dia de dezembro, as aulas não tinham acabado e eu esperava ansiosa para encontrar aqueles par de olhos castanhos com um toque de mel. Sim, eu estava apaixonada por um cara ao qual eu não sabia quase nada. Simplesmente rondei o pátio o procurando e nada.
Eu estava sozinha sentada no banco perto do jardim, sentindo o vento gelado bater contra o meu rosto – era uma noite calma, tudo estava calma.
Suspirei. Ele não devia ter vindo a aula hoje. Então, decidi levantar… mais quando eu virei para a minha direção oposta lá estava ele – do outro lado do jardim – encostado em uma árvore. Quando meus olhos encontram os deles, um sorriso escapou de seus lábios e aquilo encheu o meu coração.
Eu não entendia o por que de aquilo tudo. O por que do simples fato de meu coração palpitar mais forte toda vez que eu o via. Nas poucas vezes em que nos falamos, conversamos sobre um pouco de tudo – sobre o curso dele, sobre o meu, quais bandas e filmes preferidos –, nada muito revelador.
Ele fez sinal para que eu fosse até lá e eu franzi a testa – estranho. Afinal, era muito difícil nós ficarmos sozinhos. Mas, mesmo assim fui até ele e a cada passo meu peito se enchia.
Quando a distância entre nós era curta, ele se aproximou de mim e pegou a minha mão, beijando o topo dela e depois me puxando para um abraço.
Aquilo foi tão estranho, mais tão bom – muito bom – que quando eu sai de seus braços e olhei para a sua face e principalmente seus olhos vi algo que eu não esperava. Ele nunca havia me olhado daquele jeito. A intensidade de seus olhos me fizeram abaixar a cabeça para esconder o rubor de minhas bochechas.
Ele se apressou e pegou no meu queixo levantando o meu rosto. Seu toque era como brasas queimando a minha pele – que estava fria –, fechei os olhos e suspirei. Eu não entendia o que acontecia ali, mais desde que cheguei perto dele não fora dito nenhuma palavra. Só se ouvia o silêncio. Mas as palavras que foram ditas logo em seguida deixaram-me com as pernas moles e o coração quase saindo pela boca.
– Eu gosto de dezembro… – começou ele e eu franzi a testa, não entendendo o que ele queria falar. Ele sorriu e continuou se aproximando mais de mim. – Eu gosto de… você – dito aquelas palavras, ele quebrou o restante da distância entre nós e me beijou.

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