Ballet e a saudade infinita ♥

Sabe quando bate aquela saudade inexplicável? Alguns podem dizer que é loucura. Ou talvez que eu não tenha idade mais para essa coisa chamada ballet. Pare. Por favor pare de dizer que eu, você ou até mesmo alguém não idade para isso ou para aquilo. Ninguém sabe o quão bom é calçar sapatilhas e aprender passos que vão além da sua força e coragem. Eu posso não ter chegado no instante de calçar sapatilhas de pontas. Um sonho para qualquer uma bailarina que está começando. Sim. Eu sei que ela pode acabar com os meus pés, mais ela dá inicio aos meus sonhos. Posso não ter idade para me tornar uma bailarina profissional. Posso não ter tempo. Ah, como eu queria ter. Mais de uma coisa eu estou certa o ballet me tocou desde a primeira vez, aos cincos anos de idade. Me tocou tão profundamente que ele refletiu na minha alma e ficou lá guardado por anos, até que eu voltei.

Eu sinto tanta, mais tanta falta do ballet… que simplesmente não deixo de pensar se quer um momento do meu dia sobre isso. Penso nas variações, nos desafios, nos passos, nas dores – sim, nas dores -, nos sorrisos, nas alegrias, nos elogios e em tudo. Quando eu entrei nesse mundo a minha primeira professora disse para mim e minha mãe: “Sua filha têm pés lindos!”. Eu não sabia o que significava até minha segunda professora me dizer: “Que pés lindos!”. Elas não falam isso pelo “fisionomia” que os pés tem, não é pela aparência, mais sim pelo o que eles podem vir a ser. Talvez, essa seja uma das maiores lembranças que eu tenho do ballet. Uma das melhores.

O ballet ficou cravado em mim, principalmente na minha essência. E não. Nunca irei desistir de algo precioso e preciso. Pois, eu sinto que minha alma clama por ele. Que ela sente falta do ballet. Então, só preciso de tempo. Só preciso que o tempo esteja ao meu favor. Não ligo se irei pagar as aulas, ou se vou fazer elas de graça – não me importa.

A unica maneira que realmente me importa é voltar a praticar e quem sabe… um dia talvez eu interprete Clara ou Giselle, talvez até a Fada Açucarada ou um Floco de Neve, quem sabe eu não seja Odile e Odette? Não me importa se isso vai ser totalmente profissional ou se eu vou estar velha. Só não vou desistir desse sonho chamado ballet, no qual deixa uma imensa saudade dentro do meu coração.

2 pensamentos sobre “Ballet e a saudade infinita ♥

  1. Entrei no ballet aos cinco anos de idade e se tornou uma paixão imensurável que até hoje, agora com 18 anos e 2 sem praticar a mais bela arte de todas sinto muita falta, muita falta mesmo, ás vezes me pego pensando quando voltarei a ter o prazer de dançar novamente, me apresentar nos palcos dos teatros e calçar minhas sapatinhas.
    Lindo texto, parabéns!

    • Eu sinto uma falta imensa do ballet… E pode acreditar Moani, que ainda vamos voltar a praticar e nos apresentar nos palcos dos teatros, hihih!
      Fico realmente feliz que tenha gostado do texto e obrigada pela visita, chuchu <3

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