Tudo o que eu queria ser…

Tudo o que eu queria ser...

Os pensamentos invadem minha cabeça me deixando confusa… a vida é tão incerta, não… não exatamente a vida, mais sim o futuro. Eu sempre escrevo sobre isso e sei que ele é tão incerto quanto as minhas indecisões. Há dias em que eu simplesmente não estou nem aí para nada, mais existem outros que eu ligo para tudo. Reparo em cada detalhe, veja as pessoas se movimentando e vivendo a vida de um jeito normal, fácil…

Porém, não é exatamente sobre isso o que eu quero falar. Na realidade eu não sei o que eu quero falar. A cada minuto que se passa um turbilhão de ideias passam pela minha mente a ponto de querer explodir com tanta coisa, tantos sonhos rodeando ela. Tem dias em que eu acordo com vontade de cozinhar, outros com vontade de ver o sol e sentir o seu calor. Mas, eu odeio o calor. Deve ser porque eu sou fria de algum modo, não a minha temperatura corporal, mais o meu modo de ser… Eu olho ao meu redor e vejo que eu estou em uma bolha de gelo e as pessoas que estão passando por mim são o calor, mais não é algo insuportável, dá para aguentar – eu sei disso.

Hoje eu acordei com desejo de querer fugir das minhas responsabilidades. Acordei com aquela vontade de fazer o que eu quero fazer. Isso parece confuso, não? Eu sou só uma garota com sonhos como qualquer outra pessoa no mundo. Mais são tempos difíceis para os sonhadores – vi isso em um filme em que um duende de jardim viajava mais do que eu e uma garota que queria fazer a diferença na vida das pessoas – talvez eu seja essa garota.

Eu sempre escrevo coisas confusas, sem nexos… mais no fundo existe algum ligamento entre as palavras. Eu já disse que acordei com uma vontade de ir atrás dos meus sonhos hoje? É. Quem disse que eu preciso ser uma engenheira? Quem foi que disse que eu não posso ser uma bailarina? A questão é: na realidade não existe essa questão. Talvez seja só alguma coisa do meu pensamento. Ou nem isso.

Eu odeio me limitar. Odeio ouvir das pessoas que se auto descrever já é se limitar. Mais e daí? Isso não é bom? Saber que você mesmo se conhece, saber das suas ambições, dos seus sonhos. Eu já disse que tive sonhos estranhos hoje? Mais eu não era a protagonista deles, não… Simplesmente acho que esses sonhos foram reflexos das histórias que eu crio antes de dormir – quem nunca? Eu gosto dessa coisa… sabe de escrever, de criar. Deve ter algo nisso, na qual é tudo o que eu queria ser… Já disse que hoje eu acordei com vontade de ir atrás dos meus sonhos?

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Sobre dezoito primaveras

Sobre dezoito primaveras

Nunca cheguei a escrever algo sobre meus dezoito anos, mais na realidade não achei necessário. Talvez por um instante eu quisesse voltar no tempo, aos quinze, para ser mais exata. Não foi uma época muito boa, afinal mudanças radicais na adolescência é o fim de qualquer pessoa, ou não. Mas, lá no fundo eu sabia que algo estava guardado para mim e queria muito bom.

Eu não sei se este texto é exatamente sobre ter dezoito anos, mais talvez seja sobre dezoito primaveras. Com as quais eu aprendi, amadureci e cresci  literalmente , porém a vida não é certa. Ora estamos felizes, ora estamos tristes. Algumas pessoas já me encararam e perguntaram: “você é bipolar?”. E na mais pura verdade eu não sou. Possa ser que eu tenha um surto de emoções, pois é tanta coisa dentro da minha cabeça, que existem horas que dá uma vontade de sumir.

Não são apenas dezoito primaveras que se passaram. São juntamente com ela, as trocas de estações. As trocas de emoções. As trocas de perfume, de pensamento. Talvez eu possa ainda ser uma adolescente tentando se encontrar ou uma adulta na pele de uma. No mínimo com essa idade todos vão te dizer algo sobre responsabilidades, bebidas, prisões e empregos. As conversas vão ser diferentes. Podem passar do sério ou ao calmo.

É como eu sempre digo e repito: a vida não é certa, por mais que você crie planos, aponte para objetivos e sonhos, ela não é e nunca vai ser. Você convive com o passado, às vezes nem vive no presente, mais no futuro… não adiantar planejar o futuro, ele muda. Assim como as primaveras.

A cada dia eu mudo a minha opinião sobre as pessoas, eu me apaixono rápido e depois não sinto mais nada. Não é por que eu sou fria. Não. É só que as vezes é a falta de coragem, o medo… as emoções todas misturadas. Não importa se a pessoa disse que gosta de mim por que eu cheiro a baunilha  nunca vou me esquecer disso , não importa se o cara que eu gosto está com outra pessoa ou com outros planos. A questão vai ser sempre o futuro e o que ele vai me trazer.

Não sabemos se teremos flores ou bastante sol. Talvez chova muito, talvez esquente bastante ou esfrie. Eu não sei se foi destino ou qualquer semelhança, pois assim como a primavera que não é certa eu também não sou.

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Coragem

Coragem

Quem nunca ouviu falar sobre a tal da coragem? A coragem louca. A coragem insana. Mais a questão é: porque quando mais precisamos da coragem ela resolve desparecer? Simplesmente sumir do mapa e deixar apenas o rastro do nervosismo, do medo, da tristeza e da bendita frase “E se…?“. A real questão é por que não podemos parar com todos esses sentimentos misturados e falar de uma vez que amamos alguém ou se podemos deixar um currículo em algum lugar?

Eu, depois de um tempo… logo após ter completado dezoito anos resolvi parar com isso. Deixar de lado todas essas questões e mil e uma outras para simplesmente viver. Até então, eu tinha medo de andar de montanha russa e descobri que eu adoro o sentimento de adrenalina – não é atoa que eu consegui ir duas vezes -, parei de pensar nos meus medos e comecei a encara-los frente a frente.

Talvez esse seja um texto sobre medos, mais se você parar para pensar em tudo que eu estou escrevendo a real essência dele é a coragem. A coragem de ir atrás do garoto que me chamou a atenção. A coragem de tirar fotos em público. A coragem de entregar um currículo pela primeira vez sem a minha mãe. A coragem de fazer tudo sozinha. De conquistar a minha independência.

Uma vez em um filme eu ouvi: “Tudo o que você precisa é de vinte segundos de coragem insana.” E foi nessa voz, nessa pequena frase com palavras marcantes que eu descobri que eu posso sim ter coragem para muitas coisas. Que eu posso conquistar tudo o que eu sempre almejei.

Cada um de nós deve parar e pensar nos vinte segundos de coragem insana. E partir do momento em que tomarmos essa decisão de sermos corajosos e insanos vamos conseguir realizar coisas que nunca imaginávamos fazer. E eu sou a prova viva disso.

A coragem, seja ela sensata ou insana, está dentro de nós. Como uma vela que precisa apenas do fogo para iluminar tudo ao nosso redor. Então, basta começar a contar os segundos insanos e lá estará a sua coragem.

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A espera

Ninguém gosta de esperas, porém é inevitável. A vida nos fornece isso e tudo que temos que fazer é aceitar ou tentar – ao menos  acelerar para que ela ocorra rápido. Por que eu estou falando sobre isso? É tão cansativo você esperar em uma fila de um banco ou de mercado, é tão cansativo você ter que esperar mais de um mês para ver o resultado do vestibular… é tão cansativo ficar sozinho o tempo todo e mesmo você tentando mudar isso as pessoas não ajudam. Por exemplo: quando você acha que encontrou o cara certo para viver o momento presente da sua vida. Mais de repente não é… se um não quer dois não existem. É simples.  É só que… quando se vive sozinho a vida acaba sendo monótona – e eu odeio isso -, gosto de sair do meu campo de segurança. Gosto de me arriscar, conhecer gente nova, fazer algo que todos acham impossível mais não é. Mais a “espera” sempre vai estar lá, criando uma barreira insondável e claro… nunca irei desistir. Sempre vou procurar e lidar com essa coisa de esperar. E eu quero quero acreditar que no mundo lá fora exista alguém que esteja esperando por mim e que me faça feliz.

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A ligação do destino

“Dizem que nosso destino está ligado a nossa terra, que ele é parte de nós assim como nós somos dela. Outros dizem que o destino é costurado como um tecido onde a sina de um se interliga a de muitos outros. É a única coisa que buscamos, o que lutamos para mudar. Alguns nunca encontram o destino, mas outros são levados a ele.”

(Filme: Valente)

Você se lembra? Talvez?

Faz tempo que não conversamos, não acha? E nesse curto tempo você nem se quer notou o quão me entristece quando não nos falamos. Aí eu me pergunto: por que você simplesmente me adicionou e me disse “olá”? Qual é o sentido disso tudo? Talvez seja o simples fato de você não ter gostado de algo que eu disse, mais eu reli a nossa conversa tantas e tantas vezes para achar esse erro e nada. Qual o sentido de você me prometer que vamos à praia e tomar aquele sorvete de flocos com pistache? Pode ser que você não goste dos sabores, mas podemos mudar isso. Você se lembra das promessas e dos elogios? Você talvez não tenha a noção disso tudo ou que conversar com você me trouxe uma certa paz.

Nós temos as nossas diferenças… claro que sim. Você se lembra quando disse que queria passar horas e horas me abraçando? Talvez eu queria isso também. Porém você não me deu uma oportunidade. Eu percebi que você não gosta de conversar muito e nem eu… a minha timidez não me ajuda em nada. Mais parecia que você queria algo mais… eu não estou dizendo que quero um amor louco. Eu só quero simplesmente alguém que eu possa zelar e que faça o mesmo por mim. Alguém que me faça sorrir nos meus dias mais sombrios; alguém que me leve para tomar sorvete ou surfar. Talvez tenha algo em você que me faça querer mais. Você se lembra das incertezas que você deixou nas entrelinhas daquele dia? Você se lembra… talvez que ainda possa existir um “nós“?

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Sobre teorias

“Tenho uma teoria. A minha teoria é sobre momentos. Momentos de impacto. Minha teoria é que esses momentos de impactos, esses flashs de realidade que nos reviram, acabam definindo quem somos. O fato é… Cada um de nós é a soma dos momentos que já tivemos. E de todas as pessoas que já conhecemos. E são esses momentos que se tornam nossa história. Como nossas músicas favoritas de lembranças que tocamos em nossa mente várias vezes. Essa é minha teoria. Que esses momentos de impacto definem quem somos. Mas o que eu nunca considerei… E se um dia você não lembrasse mais de nenhum? Um momento de impacto tem a capacidade de mudar, tem efeitos bem além do que podemos imaginar. Em alguns, algumas partículas batendo nas outras, deixando-as mais unidas que antes, enquanto mandam outras pra grandes desafios, indo para onde nunca achou que elas iriam. Essa é a questão sobre momentos assim. Não pode nem tentar controlar como irão te afetar. Tem que deixar que as partículas se colidam. E esperar até a próxima colisão”.

(Filme: The Vow)

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