Pressentimentos

Sabe quando tudo está dando certo e do nada, simplesmente do nada, tudo parece escorregar por entre as suas mãos? É assim que eu estou me sentindo. É como se algo ruim fosse acontecer e o pior de tudo é que já sei o que irá acontecer. Eu odeio ter pressentimentos. É como se eu estivesse escalando uma montanha coberta de neve, e quando eu estou perto do topo – quase chegando lá – do nada aparece uma grande avalanche me levando junto com ela. É tão difícil entender o por quê as coisas são como são, mais ao mesmo tempo é fácil de entender por que elas acontecem. Só pelo simples fato de saber que o destino ou talvez uma força maior que ele esteja reservando algo melhor para nós – isso acaba sendo reconfortante. Porém, os pressentimentos continuam ali, só esperando a próxima brecha para te jogar novamente na avalanche e começar tudo outra vez.

Anúncios

Dezembro

Era o primeiro dia de dezembro, as aulas não tinham acabado e eu esperava ansiosa para encontrar aqueles par de olhos castanhos com um toque de mel. Sim, eu estava apaixonada por um cara ao qual eu não sabia quase nada. Simplesmente rondei o pátio o procurando e nada.
Eu estava sozinha sentada no banco perto do jardim, sentindo o vento gelado bater contra o meu rosto – era uma noite calma, tudo estava calma.
Suspirei. Ele não devia ter vindo a aula hoje. Então, decidi levantar… mais quando eu virei para a minha direção oposta lá estava ele – do outro lado do jardim – encostado em uma árvore. Quando meus olhos encontram os deles, um sorriso escapou de seus lábios e aquilo encheu o meu coração.
Eu não entendia o por que de aquilo tudo. O por que do simples fato de meu coração palpitar mais forte toda vez que eu o via. Nas poucas vezes em que nos falamos, conversamos sobre um pouco de tudo – sobre o curso dele, sobre o meu, quais bandas e filmes preferidos –, nada muito revelador.
Ele fez sinal para que eu fosse até lá e eu franzi a testa – estranho. Afinal, era muito difícil nós ficarmos sozinhos. Mas, mesmo assim fui até ele e a cada passo meu peito se enchia.
Quando a distância entre nós era curta, ele se aproximou de mim e pegou a minha mão, beijando o topo dela e depois me puxando para um abraço.
Aquilo foi tão estranho, mais tão bom – muito bom – que quando eu sai de seus braços e olhei para a sua face e principalmente seus olhos vi algo que eu não esperava. Ele nunca havia me olhado daquele jeito. A intensidade de seus olhos me fizeram abaixar a cabeça para esconder o rubor de minhas bochechas.
Ele se apressou e pegou no meu queixo levantando o meu rosto. Seu toque era como brasas queimando a minha pele – que estava fria –, fechei os olhos e suspirei. Eu não entendia o que acontecia ali, mais desde que cheguei perto dele não fora dito nenhuma palavra. Só se ouvia o silêncio. Mas as palavras que foram ditas logo em seguida deixaram-me com as pernas moles e o coração quase saindo pela boca.
– Eu gosto de dezembro… – começou ele e eu franzi a testa, não entendendo o que ele queria falar. Ele sorriu e continuou se aproximando mais de mim. – Eu gosto de… você – dito aquelas palavras, ele quebrou o restante da distância entre nós e me beijou.

Gostaram? Não deixem de comentar (:

Acompanhem o Camafeu da Lia nas redes sociais: FacebookInstagramTumblr e Twitter.

Essa noite eu sonhei com você

Se passava mais da meia noite e eu simplesmente não conseguia dormir, apesar do cansaço os meus pensamentos pairavam sobre a minha cabeça, às vezes chegava a ser insuportável. Logo depois de muita insistência eu caí no sono e não vi mais nada – fora assim que eu pensava.

Era um fim de tarde e eu estava caminhando de volta para casa, quando de repente sinto uma mão no meu braço. Acabei me virando assustada e me deparo com olhos castanhos claros. Nada fora dito naquele momento. Ele – o guri da sala à frente da minha – me olhava de um jeito estranho. Eu já tinha falado com ele e já tinha saído com um grupo de amigos, no qual ele também estava. Aparentava ser um garoto legal, sempre que me deparava olhando para ele, vi que sempre estava sorrindo. Algumas amigas minhas já me disseram que ele me fitava às vezes durante o nosso intervalo, mais eu nunca liguei.

Depois de um longo tempo nos entre olhando eu decidi falar mais nada saiu da minha boca, eu simplesmente abri e a fechei no instante seguinte. O guri à minha frente franziu as sobrancelhas e sorriu. Era um sorriso calmo e de tirar o fôlego – eu disse isso mesmo?

– Eu… eu… – ele sussurrou.

– Você? – eu perguntei.

Ele não disse mais nada, apenas me puxou para perto e me beijou.

Acordei junto com o despertador marcando às seis horas e com a respiração ofegante. Eu não me lembrava de muita coisa no sonho, mais sabia que tinha tido um sonho bom, muito bom por sinal. Talvez fosse a carência – ri para mim mesma – ou simplesmente por que as minhas amigas tinham comentando sobre o guri da sala da frente. Me levantei e fui direto para o banheiro fazer minha higiene pessoal, logo após me trocando e pegando uma fruta na cozinha, saindo em direção à escola técnica – o dia seria longo.

Algumas horas depois o sinal para o intervalo tocou e eu desço para o pátio e ele – o guri da sala à frente – estava lá, sentando em uma mesa no canto junto com o restante do pessoal e com as minhas amigas que estavam lá também.

Me aproximo da turma com cautela – ser tímida é uma droga.

– Oi! – falo cumprimentando à todos.

Me sentei ao lado dele – era o único lugar sobrando – e misturei-me entre as conversas que nem vi o tempo passar quando o sinal tocou novamente. Todos foram saindo e eu fui me levantando quando sinto uma mão segurando meu pulso.

– Espera! – pediu o guri.

Eu o olhei e franzi a testa. Ele acabou tocando a minha testa e eu simplesmente me acalmei com o seu toque.

– Você quer me falar algo? – perguntei com medo da resposta.

– Sim – disse ele me fitando.

Eu apenas acenei com cabeça, incentivando ele a falar. O guri da sala da frente respirou fundo, parecia que estava tomando coragem para falar e eu acabei lembrando do sonho em que tive com ele – acabei ficando vermelha por conta do meu pensamento.

– Eu… eu… – ele sussurrou.

– Você? – eu perguntei.

Parecia que algo ia se repetir naquele instante – como um dejavú.

– Essa noite eu sonhei com você – disse ele por fim.

Me assustei com suas palavras e sorri.

– Essa noite eu sonhei com você – repeti as mesmas palavras que ele e abaixei a cabeça para esconder o rubor das minhas bochechas.

O que aconteceu depois me pegou de surpresa. O guri da sala da frente me puxou para perto e me beijou.

– Essa noite eu sonhei com você – disse entre o beijo e ele sorriu.

Voltei!

I’m back baby! Antes de mais nada… eu estou impressionada que o blog ainda tenha acessos, sério. Vocês são tão maravilhosos, eu sempre tento falar isso, e eu realmente não sei o que seria disso aqui sem vocês. Então, eu agradeço à vocês leitores fiéis que estão sempre aqui no blog mesmo não tendo posts mais de um mês, é muito mais que um mês. Eu peço desculpas por ter sumido por tanto tempo, mas coisas chatas andaram e ainda andam acontecendo comigo, porém decidi que eu precisava voltar para cá, meio que recomeçar por aqui… eu deixei o blog tão largado que cheguei até pensar que quando eu voltasse não haveria mais ninguém por aqui e eu teria que desistir desse sonho. É por isso que eu fiquei muito feliz que o blog ainda tenha acessos, graças à vocês queridos leitores!

O blog à partir de agora, juro que vou tentar fazer o máximo para que isso aqui dê certo, terá pelo menos três dias da semana com posts (dias não definidos). Por que isso? É simples não estou tendo muito tempo esse semestre, estou acabando o terceiro colegial, terminando o primeiro módulo do meu curso de turismo, tive até que parar com o ballet e o teatro, isso está me matando – sinto tanta falta -, porém ainda treino passos em casa, afinal uma vez bailarina sempre bailarina! O tempo é curto, e ainda para completar estou trabalhando quase todos os finais de semana, aí não sobra tempo mesmo, nem para respirar e querem saber? Eu quase nem sei mais o que é parar para ver televisão, tenho zilhões de trabalhos e aí é mais um motivo por eu ter deixado o blog de lado.

Eu espero que vocês continuem aqui comigo, e eu sei que pisei na bola com vocês deixando isso aqui, então eu peço sinceras desculpas. Mais uma vez muito, mais muito mesmo, assim de coração… obrigada. Obrigada por estarem aqui, lá na página do blog… enfim, é isso que eu tinha para falar e espero que em breve eu possa fazer uma surpresa para vocês, então torçam e rezem por mim!

Ah, antes que eu me esqueça… quem quiser entrar em contato comigo é só mandar um e-mail para: contato_camafeudalia@hotmail.com, podem mandar qualquer coisa, fotos, ideias para posts, perguntas, indicações de filmes, livros… vou ler um por um com muito amor!

Bisous e obrigada de todo o meu coração, Lia

Eu gosto…

– O que você gosta? – perguntou ele.

Eu gosto de sentir o cheiro do sol, de pensar em tudo e nada ao mesmo tempo, de sorvete, de dormir, de azul, de cozinhar, de sair do clichê, do vento gelado batendo contra a minha pele, de batata frita, de usar vestidos, de tomar chá, do barulho da chuva, de sentir um livro novo pela primeira vez, de filmes de comédias e de coisas mais sentimentais como sonhar, da minha família, dos meus amigos, dos meus animais de estimação, de abraços fortes, de sorrisos largos, de quando as pessoas me fazem ficar encabulada, de amor, de beijo na testa e no topo da cabeça, de gente que não desiste fácil das coisas e nem das pessoas, de pessoas que não mudam quando falam pessoalmente ou por mensagem com você, de beijo na bochecha ou no canto da boca, de cafuné, do silêncio, de pessoas que estão ali por você, de pessoas que dizem o que sentem, de deitar ao lado de quem eu gosto, de andar de mãos dadas, de pessoas que sentem saudades e principalmente de pessoas que se preocupam e que sempre vão querer estar a cada momento com você.

– Eu gosto de ser feliz! – respondi à ele.

Dúvidas, indecisões e confusões

Tomar uma decisão de imediato deixa qualquer um confuso. Quando você se vê encurralado em um paredão por três sentenças e não acha uma saída. E nada mais importa naquele momento.
O seu único pensamento só se concretizará quando faltar alguns segundos para você se pegar no sono. Mas, mesmo assim a dúvida, a indecisão e a confusão estarão presentes quando você despertar.
É como se você estivesse em um túnel com três saídas e não sabe qual se decidir. É como se apenas um simples “oi”, um simples toque ou simples e singelo olhar mudasse todo o rumo de nossas vidas, não importando em qual lugar iremos.
Eu sei que em algum momento a vida não seria fácil, simples e acima de tudo certa. Eu irei mudar as minhas opiniões, eu irei me iludir com um simples sorriso, irei errar sobre certa pessoa, eu irei julgar e falhar sobre ela – eu faço isso diariamente comigo mesma e eu sei que a confusão e a indecisão são descritas sempre em meu horóscopo.
Mais se passaram tantos meses, tantas horas… argh, tantos segundos, que nem chorar resolveria e limparia toda essa dúvida e medo dentro de mim.
O medo de errar e piorar as coisas, de perder as pessoas, os sorrisos, tudo isso me deixam tão mal que nem o teatro está mais me ajudando a mascarar toda essa angustia imposta a mim. É como se eu dissesse “eu estou bem, obrigada”, mais o que eu quero mesmo é dizer: “eu não estou bem, eu preciso parar de ser tão indecisa”.
As pessoas acham que as coisas tem que acontecer de imediato, mais não funciona assim comigo mesma. Eu quero estar certa sobre tudo, eu quero ser justa – é como eu disse, meu signo mostra tudo e menos sobre mim -, mais eu preciso de tempo, eu preciso me decidir. Eu sei em que algum momento eu vou errar, eu vou magoar, mais seria tão fácil eu me desapegar, me largar e fugir do mundo e das pessoas que querem que eu seja certinha, eu não sou certa, eu sei disso e também sei que em nenhum momento eu disse que seria fácil desabafar com as palavras, mesmo elas fluindo tão bem, eu não quero incomodar as pessoas com os meus problemas, mais eu preciso falar, eu preciso tirar o que está aqui dentro de mim, é como se eu estudasse todos os tipos de porquês existentes na língua portuguesa e mesmo tendo aprendido eu estaria em dúvida em qual usar em uma frase.
O que em penso sobre a dúvida, a indecisão e a confusão? Eu não sei, estou tentando lutar comigo mesma desde sempre, mais eu quero me apegar e também me desapegar de tudo e nada. Eu sei que estou cheia de dúvidas, confusões e indecisões.
É isso.