A saudade se tornou a minha melhor amiga

A saudade se tornou a minha melhor amiga

E a semana está quase chegando ao fim e o único sentimento que eu tenho é de saudades. Porém, não é de qualquer saudade que eu estou falando e sim de você. Parece simples dizer isso, mas a tristeza é grande.

Eu sinto saudades das conversas que nós tínhamos, principalmente daquelas que você me fazia mil perguntas tentando descobrir mais sobre mim quando me contava piadas que não tinham sentido nenhum, e mesmo assim eu ria.

Eu sinto saudades quando inventávamos apelidos engraçados um para o outro, ou quando você me pedia um abraço. Ah, eu sinto muita falta disso.

Eu sinto saudades quando você vinha até mim nos intervalos para jogar conversa fora. Eu sinto saudades de quando você pedia para passar as tardes comigo, do seu olhar de bobo apaixonado – eu sorria por dentro quando te via assim.

Eu sinto saudades quando você apertava minhas bochechas e eu brigava com você por causa disso. Eu sinto saudades de quando você deitava a cabeça no meu ombro ou quando eu fazia o mesmo.

Eu sinto saudades quando você me enchia de beijinhos. Do seu toque quente – até por que eu sou um cubo de gelo -, ah… eu sinto falta quando tu dizia que eu era um floquinho de neve.

Eu sinto saudades de quando você dizia que eu era sua e de quando me chamava de amor. Eu sinto saudades quando você tomava certas atitudes. Saudades de quando dizia que me amava…

E agora? A saudade se tornou a minha melhor amiga. Você me tinha fácil demais, só não parecia capaz de cuidar do que possuía… E tudo que eu posso sentir no momento é saudades de você.

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Ballet e a saudade infinita ♥

Sabe quando bate aquela saudade inexplicável? Alguns podem dizer que é loucura. Ou talvez que eu não tenha idade mais para essa coisa chamada ballet. Pare. Por favor pare de dizer que eu, você ou até mesmo alguém não idade para isso ou para aquilo. Ninguém sabe o quão bom é calçar sapatilhas e aprender passos que vão além da sua força e coragem. Eu posso não ter chegado no instante de calçar sapatilhas de pontas. Um sonho para qualquer uma bailarina que está começando. Sim. Eu sei que ela pode acabar com os meus pés, mais ela dá inicio aos meus sonhos. Posso não ter idade para me tornar uma bailarina profissional. Posso não ter tempo. Ah, como eu queria ter. Mais de uma coisa eu estou certa o ballet me tocou desde a primeira vez, aos cincos anos de idade. Me tocou tão profundamente que ele refletiu na minha alma e ficou lá guardado por anos, até que eu voltei.

Eu sinto tanta, mais tanta falta do ballet… que simplesmente não deixo de pensar se quer um momento do meu dia sobre isso. Penso nas variações, nos desafios, nos passos, nas dores – sim, nas dores -, nos sorrisos, nas alegrias, nos elogios e em tudo. Quando eu entrei nesse mundo a minha primeira professora disse para mim e minha mãe: “Sua filha têm pés lindos!”. Eu não sabia o que significava até minha segunda professora me dizer: “Que pés lindos!”. Elas não falam isso pelo “fisionomia” que os pés tem, não é pela aparência, mais sim pelo o que eles podem vir a ser. Talvez, essa seja uma das maiores lembranças que eu tenho do ballet. Uma das melhores.

O ballet ficou cravado em mim, principalmente na minha essência. E não. Nunca irei desistir de algo precioso e preciso. Pois, eu sinto que minha alma clama por ele. Que ela sente falta do ballet. Então, só preciso de tempo. Só preciso que o tempo esteja ao meu favor. Não ligo se irei pagar as aulas, ou se vou fazer elas de graça – não me importa.

A unica maneira que realmente me importa é voltar a praticar e quem sabe… um dia talvez eu interprete Clara ou Giselle, talvez até a Fada Açucarada ou um Floco de Neve, quem sabe eu não seja Odile e Odette? Não me importa se isso vai ser totalmente profissional ou se eu vou estar velha. Só não vou desistir desse sonho chamado ballet, no qual deixa uma imensa saudade dentro do meu coração.