Lugar nenhum

Lugar nenhum

Eu nunca me encaixei em nenhum lugar exato. Nunca fui de fazer parte de algum tipo de grupo ou panelinhas.

Eu sou de todos os lugares e ao mesmo tempo em não pertenço a nenhum deles. Eu conheço tanta gente, mas de fato, nem eu me conheço.

Existe horas que dá vontade de pegar o trem ou sair caminhando por aí como se minha vida dependesse disso.

Sou estranha, eu sei. Gosto de abraçar a solidão, tomar chá sozinha e ler algo em voz alta só para mim. Parece triste não?! Tudo bem, eu já me acostumei.

Já me doei por inteira, já ajudei tanta gente… E quando eu realmente mais precisava de um simples abraço elas vem e te traem. É como se tivessem dado um tapa em sua alma.

Mas, eu realmente deixei de me importar, com tudo. Já tive pensamentos horríveis de mim mesma. Não que eu tenha cogitado fazer algo estupido, claro que não.

É só que tudo isso está me cansando e eu continuo sorrindo, pegando alguns trens que a vida coloca na minha frente.

Eu só quero um pouco de paz interior. Quero algo simples, como uma poesia do Mario Quintana, talvez uma xícara de chá com pouco açúcar. Quero que os problemas parem de aparecer só por um segundo e nada mais.

E pelo menos uma única vez pegar o trem certo e encontrar um pouquinho de felicidade.

É, parece bom, para mim.

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Os ventos mudaram…

Os ventos mudaram

Eu não havia notado que o outono estava chegando e com ele mais um ciclo se vai e outro ressurge. Eu não havia notado que estou mais e mais forte. Que estou criando coragem e trilhando meu caminho. Indo atrás dos meus sonhos, sabe? Esquecendo de algumas pessoas, me desapegando de outras… Não vejo mais motivos para ficar na mesma tecla, no mesmo lugar…

Me desapeguei daquele meu vestido florido, na qual, não havia notado que ele ainda estava lá, guardado dentro do meu armário. Apaguei vários números da agenda do meu celular. Comecei a ler novas histórias. Passei a ficar mais e mais sem tempo – novidade -, mudei minhas escolhas e até meu gosto musical.

Acho que a cada semana eu me descubro, eu me esqueço, eu mudo… Afinal, cada dia estou com humor diferente. Isso faz parte da vida. Já tive dias em que não queria saber de mais nada quando chegava do trabalho, só queria banho e cama. Tinha dias que eu nem conseguia dormir e outros que só queria tomar uma cerveja…

Tudo fica tão mais fácil quando você se descobre. Mudanças são boas. Mas, isso não quer dizer que eu mudei totalmente. Ainda continuo chorosa, teimosa, chata… Ainda odeio geografia e amo biologia. Ainda continuo falando comigo mesma, debatendo sobre muitas coisas. Certo hábitos nunca mudam.

Eu acho que o melhor de tudo isso, é quando você sabe que rumo seguir, mesmo quando se é indeciso. Mesmo com toda a dificuldade. É bom saber que direção ir.

A vida é uma constante mudança. Cheia de surpresas, cheia de altos e baixos. Cheia de preguiça e alegria. É bom ir deitar com a mente aberta e saber que os ventos mudaram.

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Sobre tudo e um pouco de nada

Sobre tudo e um pouco de nada

Há algum tempo eu venho pensando em tantas coisas que talvez esteja me sobrecarregando. São tantos pensamentos pairando sobre a minha cabeça, são tantas escolhas, tanta coisa para fazer e para cuidar, que eu sei que uma hora eu vou explodir.

Porém, há certas coisas que me incomodam… Não que sejam um incomodo, é só que eu não sei mais o que pensar. Estou tentando encontrar saídas para que de tudo certo, mas parece quase ímpossivel. Eu não acredito no ímpossivel. Sei do que eu sou capaz e do que eu quero. Talvez, eu ainda não tenha cruzado com essa tal de saída.

Uma vez deparei com uma frase que me fez refletir tanto: “Eu já desisti de você, mas foi só por alguns segundos.” Não fora somente essa frase, existem outras. Mas, olhe só onde eu parei… Observe o rumo desta conversa. E mais uma vez você está nela. E sinceramente odeio ter certos pensamentos sobre você. Odeio a ideia de não saber como posso me despedir de você.

Mas, há tanto para pensar. Será mesmo que isso, essa coisa entre nós, irá dar certo? Será que você é capaz de se comprometer? Talvez seja. Eu só acho que no momento você não está pronto. Afinal, somos jovens e o mundo lá fora nos espera. Sei que queremos aproveitar o máximo. E por que não podemos fazer isso juntos? Eu gostaria de ver você lutar para estar comigo – não que eu queira ver uma briga de socos e sangue, longe disso -, é só que eu quero ficar junto de ti.

Eu ainda tenho fé de que você irá fazer de tudo para ficar comigo. Não importa se está chovendo ou se os seus amigos vão em uma balada. Eu quero ouvir de você que sentiu falta de mim e o que mais queria era um abraço meu ou só me ver de longe, mesmo que seja por um breve segundo. Juro que a cada ato seu nos últimos dias me fizeram pensar se realmente você quer ficar comigo.

E, eu ainda estou a procura do homem que eu conheci. Tenho a leve impressão de que ele está em algum lugar. Pois, eu guardo os meus problemas na gaveta e tranco ela só para poder estar com você. Eu ultrapasso meus limites, brigo com quem for necessário só para poder passar uma tarde com você.

Cansada. Estou cansada mentalmente de ficar entre uma batalha. Não sou muito de seguir conselhos e acreditar em tudo que as pessoas dizem, mas está começando a fazer sentido. As peças aos poucos vão se encaixando. E quando tu tinha tudo para ter o meu coração, dois passos para trás eu dou de você.

São os detalhes do meu cotidiano que fazem eu ter a percepção sobre certas coisas. E sim, eu tenho a estranha mania de enxergar muito além através das pessoas. O que não é bom, pois eu vejo cada coisa que me faz repensar sobre tudo e um pouco de nada ao mesmo tempo. E tempo, é uma coisa que eu não estou tendo no momento. Minha paciência está no limite, eu estou perdendo a calma. Fico desesperada com os afazeres do curso, triste por certas brigas e uma série de fatores.

Então faça a sua escolha e aceite as consequências. A vida é muito curta para eu perder tempo com quem não quer estar comigo. Não quero ter que me arrepender sobre ter pensado tanto nos últimos dias. Chega. Tudo que eu mais quero é encontrar a saída e poder ver a luz do dia, mesmo que seja nublado. Eu quero poder respirar e deitar a cabeça no travesseiro para ter uma boa noite de sono. Eu não quero pensar sobre tudo, o que eu quero é pensar sobre nada e poder aproveitar o presente. É isso.

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E se eu estivesse me sentindo como a vilã da história?

E se eu estivesse me sentindo como a vilã da história?

Quando eu era mais nova sempre lia aos contos de fadas e via como a mocinha vivia “feliz para todo o sempre” no final. Talvez eu fosse ela. Porém, de uns tempos para cá as coisas mudaram, as pessoas começaram a gostar mais dos vilões. Afinal, uma boa história terá sempre um.

A questão é: e se eu estivesse me sentindo como a vilã da história?

Na realidade não é como se eu estivesse me sentindo, a real verdade é que eu estou sendo. Mas, a minha história não está sendo contada nos mínimos detalhes. E sim, a pessoa que a vê por outro ângulo esteja perdendo esses detalhes ocultos.

Só talvez eu esteja vendo os fatos e ninguém mais. Talvez essa história só esteja pairando sobre a minha cabeça. Mas, o problema é que isso está me deixando louca. Acho que louca não é a palavra mais correta. A palavra deve ser incomodada. Mas não literalmente.

É como se eu estivesse sentindo culpa ainda. E toda vez que essa tal de culpa me abraça, eu acabo me colocando no lugar da mocinha.

Acho que eu esteja divida nessa balança. Uma parte de mim quer ser a mocinha, reescrever outra história, só que com o mesmo príncipe. E a outra parte quer ser a vilã e ficar com o príncipe. Mas a culpa sempre estará ali, mesmo eu sendo malvada.

Dentro de mim sempre existirá o lado bom e o lado mau. O único problema é saber quem irá vencer quem.

E acho que a solução deste problema será o tempo. Só ele irá me dizer que caminho devo tomar. E eu irei fazer de tudo para não me sentir a vilã e ter o meu “viveram felizes para sempre”, mesmo que seja uma pequena parcela.

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Eu desisti de procurar

Eu desisti de procurar

Era uma madrugada fria de julho. Já se passaram horas desde que eu deitei e o sono não aparecia – típico – , até que me peguei pensando na vida e principalmente em você.

Talvez não tenha percebido, mas eu sim, que toda vez em que te via meu coração batia de um modo diferente que o normal. Mas, no final de tudo você  só sabia me olhar de longe e sorrir – isso já não era mais suficiente para mim.

Eu percebi que estava desistindo de tudo, inclusive de você. Não é fraqueza ou medo, não. É só pelo fato de eu ter cansado. Cansei de esperar. Cansei do amor que eu não recebi. Cansei das perguntas sem respostas. Cansei de esperar você me adicionar naquela rede social e me dizer um oi. Eu fui a primeira a perguntar como você estava. A primeira a dar o sorriso e fui a última a estar ao seu lado.

Sabe, eu não queria desistir, mas sinto que estou perdendo meu tempo – há tantas coisas melhores para se fazer, há tanto o que descobrir. Então, neste momento, por mais que me doa, eu desisto. Desisto de procurar por tudo e por você.

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Tudo o que eu queria ser…

Tudo o que eu queria ser...

Os pensamentos invadem minha cabeça me deixando confusa… a vida é tão incerta, não… não exatamente a vida, mais sim o futuro. Eu sempre escrevo sobre isso e sei que ele é tão incerto quanto as minhas indecisões. Há dias em que eu simplesmente não estou nem aí para nada, mais existem outros que eu ligo para tudo. Reparo em cada detalhe, veja as pessoas se movimentando e vivendo a vida de um jeito normal, fácil…

Porém, não é exatamente sobre isso o que eu quero falar. Na realidade eu não sei o que eu quero falar. A cada minuto que se passa um turbilhão de ideias passam pela minha mente a ponto de querer explodir com tanta coisa, tantos sonhos rodeando ela. Tem dias em que eu acordo com vontade de cozinhar, outros com vontade de ver o sol e sentir o seu calor. Mas, eu odeio o calor. Deve ser porque eu sou fria de algum modo, não a minha temperatura corporal, mais o meu modo de ser… Eu olho ao meu redor e vejo que eu estou em uma bolha de gelo e as pessoas que estão passando por mim são o calor, mais não é algo insuportável, dá para aguentar – eu sei disso.

Hoje eu acordei com desejo de querer fugir das minhas responsabilidades. Acordei com aquela vontade de fazer o que eu quero fazer. Isso parece confuso, não? Eu sou só uma garota com sonhos como qualquer outra pessoa no mundo. Mais são tempos difíceis para os sonhadores – vi isso em um filme em que um duende de jardim viajava mais do que eu e uma garota que queria fazer a diferença na vida das pessoas – talvez eu seja essa garota.

Eu sempre escrevo coisas confusas, sem nexos… mais no fundo existe algum ligamento entre as palavras. Eu já disse que acordei com uma vontade de ir atrás dos meus sonhos hoje? É. Quem disse que eu preciso ser uma engenheira? Quem foi que disse que eu não posso ser uma bailarina? A questão é: na realidade não existe essa questão. Talvez seja só alguma coisa do meu pensamento. Ou nem isso.

Eu odeio me limitar. Odeio ouvir das pessoas que se auto descrever já é se limitar. Mais e daí? Isso não é bom? Saber que você mesmo se conhece, saber das suas ambições, dos seus sonhos. Eu já disse que tive sonhos estranhos hoje? Mais eu não era a protagonista deles, não… Simplesmente acho que esses sonhos foram reflexos das histórias que eu crio antes de dormir – quem nunca? Eu gosto dessa coisa… sabe de escrever, de criar. Deve ter algo nisso, na qual é tudo o que eu queria ser… Já disse que hoje eu acordei com vontade de ir atrás dos meus sonhos?

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Sobre dezoito primaveras

Sobre dezoito primaveras

Nunca cheguei a escrever algo sobre meus dezoito anos, mais na realidade não achei necessário. Talvez por um instante eu quisesse voltar no tempo, aos quinze, para ser mais exata. Não foi uma época muito boa, afinal mudanças radicais na adolescência é o fim de qualquer pessoa, ou não. Mas, lá no fundo eu sabia que algo estava guardado para mim e queria muito bom.

Eu não sei se este texto é exatamente sobre ter dezoito anos, mais talvez seja sobre dezoito primaveras. Com as quais eu aprendi, amadureci e cresci  literalmente , porém a vida não é certa. Ora estamos felizes, ora estamos tristes. Algumas pessoas já me encararam e perguntaram: “você é bipolar?”. E na mais pura verdade eu não sou. Possa ser que eu tenha um surto de emoções, pois é tanta coisa dentro da minha cabeça, que existem horas que dá uma vontade de sumir.

Não são apenas dezoito primaveras que se passaram. São juntamente com ela, as trocas de estações. As trocas de emoções. As trocas de perfume, de pensamento. Talvez eu possa ainda ser uma adolescente tentando se encontrar ou uma adulta na pele de uma. No mínimo com essa idade todos vão te dizer algo sobre responsabilidades, bebidas, prisões e empregos. As conversas vão ser diferentes. Podem passar do sério ou ao calmo.

É como eu sempre digo e repito: a vida não é certa, por mais que você crie planos, aponte para objetivos e sonhos, ela não é e nunca vai ser. Você convive com o passado, às vezes nem vive no presente, mais no futuro… não adiantar planejar o futuro, ele muda. Assim como as primaveras.

A cada dia eu mudo a minha opinião sobre as pessoas, eu me apaixono rápido e depois não sinto mais nada. Não é por que eu sou fria. Não. É só que as vezes é a falta de coragem, o medo… as emoções todas misturadas. Não importa se a pessoa disse que gosta de mim por que eu cheiro a baunilha  nunca vou me esquecer disso , não importa se o cara que eu gosto está com outra pessoa ou com outros planos. A questão vai ser sempre o futuro e o que ele vai me trazer.

Não sabemos se teremos flores ou bastante sol. Talvez chova muito, talvez esquente bastante ou esfrie. Eu não sei se foi destino ou qualquer semelhança, pois assim como a primavera que não é certa eu também não sou.

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Coragem

Coragem

Quem nunca ouviu falar sobre a tal da coragem? A coragem louca. A coragem insana. Mais a questão é: porque quando mais precisamos da coragem ela resolve desparecer? Simplesmente sumir do mapa e deixar apenas o rastro do nervosismo, do medo, da tristeza e da bendita frase “E se…?“. A real questão é por que não podemos parar com todos esses sentimentos misturados e falar de uma vez que amamos alguém ou se podemos deixar um currículo em algum lugar?

Eu, depois de um tempo… logo após ter completado dezoito anos resolvi parar com isso. Deixar de lado todas essas questões e mil e uma outras para simplesmente viver. Até então, eu tinha medo de andar de montanha russa e descobri que eu adoro o sentimento de adrenalina – não é atoa que eu consegui ir duas vezes -, parei de pensar nos meus medos e comecei a encara-los frente a frente.

Talvez esse seja um texto sobre medos, mais se você parar para pensar em tudo que eu estou escrevendo a real essência dele é a coragem. A coragem de ir atrás do garoto que me chamou a atenção. A coragem de tirar fotos em público. A coragem de entregar um currículo pela primeira vez sem a minha mãe. A coragem de fazer tudo sozinha. De conquistar a minha independência.

Uma vez em um filme eu ouvi: “Tudo o que você precisa é de vinte segundos de coragem insana.” E foi nessa voz, nessa pequena frase com palavras marcantes que eu descobri que eu posso sim ter coragem para muitas coisas. Que eu posso conquistar tudo o que eu sempre almejei.

Cada um de nós deve parar e pensar nos vinte segundos de coragem insana. E partir do momento em que tomarmos essa decisão de sermos corajosos e insanos vamos conseguir realizar coisas que nunca imaginávamos fazer. E eu sou a prova viva disso.

A coragem, seja ela sensata ou insana, está dentro de nós. Como uma vela que precisa apenas do fogo para iluminar tudo ao nosso redor. Então, basta começar a contar os segundos insanos e lá estará a sua coragem.

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A espera

Ninguém gosta de esperas, porém é inevitável. A vida nos fornece isso e tudo que temos que fazer é aceitar ou tentar – ao menos  acelerar para que ela ocorra rápido. Por que eu estou falando sobre isso? É tão cansativo você esperar em uma fila de um banco ou de mercado, é tão cansativo você ter que esperar mais de um mês para ver o resultado do vestibular… é tão cansativo ficar sozinho o tempo todo e mesmo você tentando mudar isso as pessoas não ajudam. Por exemplo: quando você acha que encontrou o cara certo para viver o momento presente da sua vida. Mais de repente não é… se um não quer dois não existem. É simples.  É só que… quando se vive sozinho a vida acaba sendo monótona – e eu odeio isso -, gosto de sair do meu campo de segurança. Gosto de me arriscar, conhecer gente nova, fazer algo que todos acham impossível mais não é. Mais a “espera” sempre vai estar lá, criando uma barreira insondável e claro… nunca irei desistir. Sempre vou procurar e lidar com essa coisa de esperar. E eu quero quero acreditar que no mundo lá fora exista alguém que esteja esperando por mim e que me faça feliz.

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Você se lembra? Talvez?

Faz tempo que não conversamos, não acha? E nesse curto tempo você nem se quer notou o quão me entristece quando não nos falamos. Aí eu me pergunto: por que você simplesmente me adicionou e me disse “olá”? Qual é o sentido disso tudo? Talvez seja o simples fato de você não ter gostado de algo que eu disse, mais eu reli a nossa conversa tantas e tantas vezes para achar esse erro e nada. Qual o sentido de você me prometer que vamos à praia e tomar aquele sorvete de flocos com pistache? Pode ser que você não goste dos sabores, mas podemos mudar isso. Você se lembra das promessas e dos elogios? Você talvez não tenha a noção disso tudo ou que conversar com você me trouxe uma certa paz.

Nós temos as nossas diferenças… claro que sim. Você se lembra quando disse que queria passar horas e horas me abraçando? Talvez eu queria isso também. Porém você não me deu uma oportunidade. Eu percebi que você não gosta de conversar muito e nem eu… a minha timidez não me ajuda em nada. Mais parecia que você queria algo mais… eu não estou dizendo que quero um amor louco. Eu só quero simplesmente alguém que eu possa zelar e que faça o mesmo por mim. Alguém que me faça sorrir nos meus dias mais sombrios; alguém que me leve para tomar sorvete ou surfar. Talvez tenha algo em você que me faça querer mais. Você se lembra das incertezas que você deixou nas entrelinhas daquele dia? Você se lembra… talvez que ainda possa existir um “nós“?

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